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CAMPINAS

09/10/2011

Cães-voluntários : terapia feita sobre quatro patas

Cães-voluntários visitam e alegram pacientes em hospitais do Interior de SP. Os animais que fazem as visitas aos pacientes passam por diversas análises para saber se têm condições de ´trabalhar´. A ideia é, através da interação homem-animal, levar alegria aos internos em hospitais - bem como em creches e escolas.


ALEX M. CARMELLO No Hospital Mário Gatti, em Campinas, 'cão terapeuta' ajuda o pequeno paciente

No Hospital Mário Gatti, em Campinas, 'cão terapeuta' ajuda o pequeno paciente

Tequila vai entrando e chamando a atenção. O olhar inteligente, o focinho pontudo, o pelo bonito, as orelhas empinadas - e, claro, a cauda, que vai abanando por todos os cantos - tudo resulta em um convite irresistível a quem está no pronto-socorro do Hospital Mário Gatti, em Campinas.

"Posso fazer um carinho?", pergunta uma senhora. "Oh, mas ela é linda", diz outra, metros adiante. Tequila é uma cadela golden retriever, que ´trabalha´ como integrante da ATEAC (Instituto para Atividades, Terapias e Educação Assistida por Animais de Campinas).

A ATEAC surgiu há seis anos (leia mais nesta página), fundada pela bióloga e geneticista Sílvia Jansen. O projeto foi tomando corpo, chamando a atenção e conta, hoje, com 60 cães e 50 pessoas trabalhando. A ideia é, através da interação homem-animal, levar alegria aos internos em hospitais - bem como em creches e escolas.

Tequila, portanto, não é a única atração. Na visita que a reportagem do JJ Regional acompanhou (numa tarde de quarta-feira), o cão liderava um grupo que tinha, ainda, os poodles Mila e Batata e a yorkshire Pity. Tequila, a maior do grupo, ia caminhando pelos corredores, com uma coleira guiada pela também voluntária Andrea. Os outros três, menores, foram nos colos dos demais integrantes da ATEAC. Todos eram devidamente reconhecidos por onde passavam, recebendo festa e carinho até dentro do elevador, onde a ascensorista também conheceu e cumprimentou cada um dos animais pelo nome.

Quando chegaram à pediatria, antes de partir para o trabalho, os animais passaram por uma assepsia. Depois, foram visitar a criançada internada - que estava esperando com ansiedade, como foi o caso do menino Victor Antônio, de 3 anos, há dois meses e meio internado no Mário Gatti, com uma infecção na perna. "Ele fica perguntando e esperando a semana toda", confirma a mãe de Victor, Adriana dos Santos Silva, enquanto o menino passeava pelo corredor da oediatria com Tequila, sem desgrudar da cadela.

"É um fenômeno psíquico", explica a psicóloga Letícia Kancelkis Porta, que atua na ATEAC orientando os estagiários de psicologia que integram o grupo. "O cachorro já carrega esse simbolismo de ´melhor amigo do homem´; é uma coisa universal. Então, ele vai entrando e causando essa sensação boa entre as pessoas", prossegue. O médico veterinário da ATEAC, Fábio Nakabashi, lembra outro aspecto. "A presença do cachorro mexe com a rotina, seja de quem está internado ou de quem está trabalhando", analisa.

Foi mais ou menos o que disse Rosamare Bueno Coimbra da Silva, mãe de Lívia, oito anos, internada no Mário Gatti. "A Lívia estava com medo de fazer um ultrassom e pediu a visita do cachorro. Ficou tudo bem", dizia a mãe, aliviada, enquanto a menina fazia - e recebia - muitos carinhos.

CARLOS SANTIAGO
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